quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Contagem regressiva para salvar o clima da Terra

"Não é o planeta que tem de se adaptar. É você!"



Transcrito do Blog do Planeta, por Alexandre mansur:

Uma coalizão de ONGs internacionais e brasileiras montou o movimento TicTacTicTac. É uma força para lembrar as pessoas que faltam dois meses para a conferência da ONU na Dinamarca, onde 192 países tentarão um acordo para salvar o clima da Terra. O movimento ganhou hoje o apoio de três das maiores redes de cinema do mercado brasileiro: Cinemark, UCI e Rain. Com isso, o filme Adaptação (acima), assinado pela Y&R, em parceria com as produtoras Tribbo Post e Somzera, será exibido em mais de 300 salas, distribuídas em todo o país.

Enquanto vocês não vão ao cinema, curtam as imagens acima.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Comerciais inesquecíveis - Evian: Roller Babies

Incroyables! (Incríveis)

"Stand by me" em volta do mundo

Repostando, a pedidos:

Trabalho e cultura andam juntos neste vídeo sensacional, com cantores de rua de todo o mundo cantando a clássica "Stand by me".

Já imaginou um trabalho semelhante com a música mais tocada no mundo, a brasileiríssima "Garota de Ipanema"?

domingo, 27 de setembro de 2009

Tendências do Varejo: Lojas Guerrilheiras



Matéria da Folha de S. Paulo de sábado, 26/09, trata de novos formatos de varejo, com a tendência das lojas temporárias, falando tanto dos EUA quando do Brasil. A todos os meus alunos de marketing, varejo e negócios, recomendo dar uma conferida.

VAREJO DE GUERRILHA ATACA NY

Lojas temporárias proliferam; Gucci ocupa loft no Soho para vender sapatos mais baratos por apenas 2 semanas

Osmar Freitas Júnior

Como cogumelos depois da chuva, elas brotam e desaparecem. As lojas temporárias, ou "pop-up stores", se espalham com vigor por terras americanas. Imóveis desocupados devido à crise econômica recebem inquilinos com contratos-relâmpago, para uma semana de uso e, às vezes, apenas minguados quatro dias. É a adesão do varejo às táticas de guerrilha.

O fenômeno todo pode cheirar a coisa de camelô, que aparece, vende e some. Mas há diferenças graúdas entre uma e outra forma de comércio.

A começar pelo teto sobre a cabeça da freguesia, em espaços que até recentemente exigiam aluguéis de cinco ou mais dígitos, em dólar. Já os vendedores ambulantes tradicionais costumam ter só uma mesa ou caixotes sob suas mercadorias. E os itens à venda nessa novidade do varejo ianque são absolutamente autênticos e produzidos por marcas boas. Melhor: os descontos chegam a 70%.

Pegue-se o exemplo da copiadíssima grife italiana Gucci. Por duas semanas, a partir de 23 de outubro, a marca abrirá as portas de um loft na Crosby Street, 118, no Soho, em Man-hattan, para vender apenas calçados esportivos. Os preços vão de US$ 500 a US$ 1.400 (normalmente, custam o dobro disso). As estrelas da loja temporária serão os tênis feitos em colaboração com celebridades. A peça mais cortejada foi desenhada pelo DJ Mark Ronson -famoso nas baladas americanas. Os compradores receberão de brinde um LP de vinil, gravado pelo próprio Ronson.

As "pop-up stores" costumam procurar endereços famosos nas grandes cidades. O modelo busca atrair novamente uma freguesia que já comprava produtos da grife, mas que fechou a bolsa desde a subida do preço da gasolina, em 2007, até agora, durante a crise econômica. "Existem muitas vantagens nesse conceito. Além de evitar altos custos de aluguel, decoração e manutenção das lojas, ainda se pode testar de modo barato a aceitação de um produto novo. Ou liquidar estoques encalhados por causa da recessão", diz Helen Mcpherson, da confecção feminina de luxo Julie Hans. Ela comanda, até 5 de outubro, um espaço de varejo-relâmpago na Mercer Street, 93, no Soho. As peças têm até 70% de descontos em seus preços, e há itens exclusivos para esse evento.

A onda da curta temporada começou, na verdade, em 2003, com uma experiência do mercadão americano Target. A empresa alugou 5.000 metros quadrados no Rockefeller Center, para apresentação e venda de uma coleção limitada do designer americano Isaac Mizrahi. O sucesso foi absurdo, o estoque acabou em quatro dias. Ficou demonstrada a viabilidade da ideia. A moda pegou.


Continue lendo a matéria, clicando aqui.

Domingo com Beatles, na voz de Beto Guedes: Quando te vi

Assista abaixo "Quando te vi", a bela versão de Ronaldo Bastos para a música de Lennon e McCartney "Till There Was You", cantada por Beto Guedes.

sábado, 26 de setembro de 2009

Comerciais Havaianas Fit - Democráticos

A agência AlmapBBDO criou uma propaganda "picante" para a Havaianas, com uma avó muito moderninha.

Como alguns não gostaram, ela transformou limão em limonada, fazendo uma nova propaganda, agora com uma avó democrátiva.

Vejam que legal!




A crise do subprime explicada pelo humor inglês

O humor inglês não é para todos os públicos. O nível de sutileza na crítica é quase imperceptível, às vezes.

Esta abordagem sobre a crise das hipotecas podres dos bancos americanos e europeus é tratada de uma forma saborosíssima pelos comediantes britânicos, e explica a situação de uma forma que poucos economistas conseguiriam.

Imperdível!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tira: Malvados e os Donos do Mundo

Veríssimo às quintas


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.

Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.

Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.

Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?

Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.

... e é assim que se rouba um coração, fácil não?

Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...

é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tendências: O neoconsumidor e os desafios do varejo



Abaixo, matéria do jornal Meio e Mensagem, sobre modificações no comportamento de compra do consumidor e seus impactos sobre o varejo e os canais de marketing via internet.

DIGITALIZAÇÃO DO CONSUMIDOR IMPACTARÁ VAREJO

Meio & Mensagem 15/09/2009 por Jonas Furtado


A propensão à digitalização do consumidor brasileiro mudará drasticamente as relações comerciais no varejo nos próximos anos. Haverá uma diminuição das margens de lucro dos fornecedores e um aumento da postura crítica do cliente na hora da compra.

O panorama, propiciado pela expansão dos múltiplos canais de vendas, é a principal conclusão do Estudo sobre o Neoconsumidor.

(...) Segundo as diretrizes do estudo, neoconsumidor é a pessoa que tem acesso a diversos canais - inclusive aos digitais, como internet, celular e TV interativa.

"Essas ferramentas têm um potencial enorme como transformadoras da economia, pois permitem que o consumidor compare os preços e as características dos produtos não só nacionalmente, mas globalmente", analisa Marcos Gouvêa, diretor geral da Gouvêa de Souza.

Os números da pesquisa mostram o brasileiro como o consumidor mais propenso a aderir ao comércio eletrônico dentre as nacionalidades participantes. Dentre os recortes do estudo que sustentam a afirmação, estão:

- os brasileiros são os que mais se desapontam se não encontram suas lojas preferidas no ambiente da web (53%)

- são os mais receptíveis a receber promoções e propaganda pelo celular (42%)

- são os que mais acreditam que lojas sem website não existirão no futuro (57%)

- estão entre as três nacionalidades que mais comparam preços de produtos em sites especializados (73%)

A grande revelação do estudo sobre o neoconsumidor é a relação entre o crescimento do varejo multicanal ao aumento do PIB per capita de um país. "Existe um ponto nessa curva, uma espécie de gatilho multicanal. Quando tal ponto é atingido, o crescimento passa a ser rápido e exponencial", afirma Luiz Góes, sócio-sênior da GS&MD-Gouvêa de Souza.

Góes calcula que o Brasil alcançará seu gatilho multicanal em seis anos - ou até mesmo antes, devido à já citada propensão digital dos consumidores do País.

"A grande lição desse gatilho para os varejistas é: comece a olhar com carinho para outros canais. Porque o brasileiro vai começar a comprar de forma diferente. Essa curva vai começar a empinar rapidinho", alertou Góes.


Para ler todo o texto, clique aqui.

Fonte: site Mercado Competitivo

Personagem do dia: Celso Adolfo


Entrei em "contato" com a música de Celso Adolfo na primeira metade dos anos 80, quando morava em Belo Horizonte e estudava Administração na UFMG. Foi amor à primeira audição. Músicas como Nós Dois (abaixo), Coração Brasileiro, Argentina, Arenga-de-sapo e Calango Dela foram parte importantíssima do meu repertório na juventude.

Tive chance de assistir ótimos shows do Celso, como o de lançamento do seu segundo álbum, "Feliz", no Palácio das Artes, e também um show no Diretório Acadêmico da FACE-UFMG, nos meus tempos de liderança estudantil. A foto aí em cima é a deste blogueiro junto com o Celso, enquanto ele autografava o exemplar do LP Feliz.

Vale a pena conhecer mais o trabalho do Celso, que além de compositor de primeira e letrista inspirado, ainda tem uma bela voz.

No seu site, que você pode acessar clicando aqui, eu recomendo a audição das músicas do novo álbum, Estrada Real de Villa Rica, e a música "Calango dela", cujo trecho poético transcrevo abaixo:

"Eu canto por meia tigela
da presença dela
estrela bela que saía na janela
brilhava a minha vida
meu amor brilhava nela

Eu descobri que o amor
é touro marroeiro
quando ele pisa dói
na gente o ano inteiro
por ela tô cantando
o meu luar de seresteiro
de noite tô sem ela
igual que nem sem travesseiro
sem ela sou pedaço
da metade do inteiro."


P.S. Meus alunos já se acostumaram a me ouvir recitar o trecho acima, dedicando-o à minha companheira desta e de outras vidas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tira: Calvin e as expectativas alheias

Discurso de Steve Jobs (Apple) para os formandos de Stanford

Em duas partes, o inesquecível discurso de Steve Jobs para os formandos da Universidade de Stanford de 2005.

Stay hungry, stay foolish!



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Comerciais inesquecíveis: Casa do Zezinho

A agência AlmappBBDO produziu este comercial chocante para a "Casa do Zezinho", ONG paulistana de auxílio a crianças e adolescentes, e ganhou com ele o Urso de Prata no festival de Cannes 2008.

Incomoda pela nossa insensibilidade quando pergunta: Por que algumas crianças são problema nosso e outras não?

domingo, 20 de setembro de 2009

Filme: Kiriku e a Feiticeira

Caríssimos, tirei a ideia de postar um filme inteiro do Sátiro. Quem ainda não assistiu não pode perder o filme Kiriku e a feiticeira, dividido em oito partes abaixo coladas. Essa produção do francês Michel Ocelot conta uma lenda africana de um menino muito especial e suas aventuras. De uma sensibilidade e profundidade grandes, para aqueles que têm ou querem ter "olhos de ver".















Domingo com Beatles: Yesterday & Hey Jude

Hoje, a sugestão do Domingo com Beatles é do meu querido irmão Caco:

Vejam o Roupa Nova arrebentando numa versão meio que "a cappela" de Yesterday e Hey Jude

sábado, 19 de setembro de 2009

Animação: Das Rad (A Roda) - Legendado

Curta de animação alemão de 2001 mostra com humor e profundidade a passagem do tempo, implacável nos seus efeitos, com as pedras por testemunhas.

NÃO, não é culpa da Natureza!



Encontrado no SÁTIRO.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

BRIC's puxam a recuperação mundial, segundo o Le Monde


Matéria do jornal francês Le Monde reproduzida no site UOL Mídia Global destaca a crescente importância dos países emergentes no mundo pós crise. Destaque para os chamados BRIC's - Brasil, Rússia, Índia e China.

Só não vê quem não quer...

A recuperação do crescimento mundial depende do Bric

Le Monde
Jean-Pierre Langellier (no Rio de Janeiro)
Marie Jégo (em Moscou)
Julien Bouissou (em Nova Déli)

(...)

É nos grandes países emergentes, o famoso Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) que a esperança recai hoje - a esperança que a fase de recuperação do atraso de seu nível de vida comparado aos países ocidentais continuará, ou até se acelerará. E que seus modelos de crescimento, até hoje muito baseados nas exportações, seja de camisetas ou de matéria-prima, cederão aos poucos o lugar a um novo modo de desenvolvimento, dando destaque à demanda interna.
Balanço das economias do Bric, um ano após a turbulência.

China
Com vendas de veículos em alta de quase 30% nos oito primeiros meses do ano, uma retomada contínua das importações de matéria-prima e uma Bolsa superaquecida, a China não dá a impressão de estar sofrendo com a crise mundial. A taxa de crescimento anual de 8% do PIB, objetivo inicial do governo para 2009, deverá ser atingida, declarou recentemente a Agência Nacional de Estatísticas.(...)

Índia
Apesar da crise mundial que veio à tona há um ano, o crescimento indiano prosseguiu em um ritmo contínuo. Ele atingiu 6,7% no ano fiscal que termina em 31 de março de 2009, e deverá cair para cerca de 6% no exercício seguinte. (...)

Brasil
Ao prever com ironia um ano atrás que "o tsunami" da crise provocaria em seu país uma simples "marola", o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou: a recessão só duraria um semestre.

O produto interno bruto aumentou 1,9% no segundo trimestre de 2009, depois de ter recuado durante dois trimestres consecutivos: -3,4% (outubro-dezembro 2008) e -1% (janeiro-março 2009).

Segundo o ministro da economia, Guido Mantega, o gigante sulamericano deverá recuperar em 2010 sua velocidade média anterior à crise, em torno de +4,5%.

Atingido pela recessão mais tarde que a maioria dos países do mundo, o Brasil também saiu dela antes, como mostram dois outros índices: a Bolsa de São Paulo retomou seu alto nível de um ano atrás e a moeda, o real, recuperou toda sua força frente ao dólar e o euro.

A rápida recuperação do Brasil mostra como foi acertada a estratégia adotada pelo governo, com enfoque sobre o apoio do mercado interno. Reduções de impostos na indústria automobilística e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nesses dois setores industriais cruciais.

O Banco Central ajudou os bancos em dificuldades, retirando de suas gordas reservas - US$ 200 bilhões - para irrigar o mercado que havia secado. Grandes empresas, como a gigante mineradora Vale, ficaram com medo, congelando seus investimentos, o que é criticado pelo presidente Lula hoje. Mas a confiança dos consumidores não foi abalada: "A economia sobreviveu graças aos mais pobres", ressalta Lula.


Para ler a matéria completa, clique aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Veríssimo às quintas


Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:

Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP.

Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.

Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas...Se eu soltar, ela vai às compras!

Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico. Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".

Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100% dos divórcios começam com o casamento.

Eu me casei com a "senhora certa".Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.

Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha.

Ela perguntou: "O que tem na TV?"

E eu disse: "Poeira".

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Scorpions - Wind of Change

Por Bruno Rabelo

Professor, tenho observado que o sr gosta de colocar músicas, e tem uma que gosto muito...

Uma vez eu estava no shopping pagando uma conta na loteria e vi duas agentes da policia federal olhando uma vitrine e logo reparei nas unhas bem feitas pintadas de vermelho, cabelo preso, a delicadeza das mulheres que nos encanta; como de costume, fui dar uma conferida na lataria e vi as mocas com uma pistola .40 e algemas na cintura. Essa mistura, bruto e sutil, que andam no limiar das sensações me fascina.

Essa música é como amor e ódio: andam juntos, separados somente por uma tênue linha, se embaraçando, esbarrando e alternando. Rock e clássico.

A delideza e sutileza de uma das melhores, ou senão a melhor orquestra do mundo, a filarmonica de Berlim, com o rock do Scorpions. Repara bem na hora que entra o primeiro guitarrista , que encaixe perfeito, uma coisa que só os grandes da música fazem com maestria.

No comeco , cada um no seu canto, no final todos juntos, sem distinção, formando uma grande obra da música .

Um abraço




Comentário: É isso aí, Bruno! A música tem a capacidade de nos ligar com sensações e estados d'alma indescritíveis. Essa Wind of Change é realmente sublime!
Obrigado pela colaboração.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tendências Globais 2025

Postando novamente a pedidos.


Para todos aqueles que tentam entender "para onde o mundo caminha", e se dispõem a ler umas 50 páginas, estou deixando um link para a tradução do documento GlobalTrends 2025, - Tendências Globais 2025, aqui.

Comerciais inesquecíveis - Vodka Absolut e os gestos de gentileza

Este comercial da Vodka Absolut procura trazer a "memória" de uma sociedade mais fraterna e gentil, mostrando as pessoas retribuindo com beijos, abraços e carinhos os serviços recebidos, ao som da música "A Kiss to Build a Dream On", de Louis Armstrong, na sua voz inconfundível.

Maravilhoso!

domingo, 13 de setembro de 2009

Vinicius de Moraes - Soneto de Fidelidade



SONETO DE FIDELIDADE

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou a seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


VINICIUS DE MORAES

Domingo com Beatles (reinventados): Rita Lee em "O bode e a cabra"

Curtam a saborosa versão forró/baião de "I Want To Hold Your Hand" criada e interpretada por Rita Lee no Multishow ao vivo:

sábado, 12 de setembro de 2009

Josh Groban - "Se" (Cinema Paradiso)

Grandes filmes costumam reunir grandes talentos. Cinema Paradiso, filme italiano de 1988, tinha Giuseppe Tornatore na direção, o grande Philippe Noiret no elenco, música de Ennio Morricone e esta apaixonante interpretação de Josh Groban. Resultado: Oscar de melhor filme estrangeiro e uma verdadeira declaração de amor ao cinema. Curtam:

Primeiro Josh Groban:



Agora, um trecho legendado do filme: Alfredo, va fan cullo! Imortal!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Zé Ramalho - O que é, o que é

Dica do Lázaro, aluno e leitor deste blog: Zé Ramalho numa interpretação toda sua da música de Gonzaguinha, "O que é, o que é". Vejam que voz!



De: Um barzinho,um violão 2

Fechando a semana com Quintana


DEFICIÊNCIAS

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter
consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."


Mário Quintana

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

I Still Haven't Found What I'm Looking For - U2 e coro em versão gospel

Em setembro de 1987, na turnê do álbum Rattle and Hum, a banda irlandesa U2 foi a uma igreja do Harlem, bairro da maioria negra (ou afro-americana, como queiram) de New York e gravou com um coro gospel essa emocionante versão da clássica I Still Haven't Found What I'm Looking For, aqui com legendas para a mensagem ficar bem clara:

Veríssimo às quintas - A Vingança


A VINGANÇA

Vinte anos. Ah, os vinte anos. De casados, claro!

Casamos novos. Ela com 19 e eu com 20 anos de idade.

Lua-de-mel, viagens, mobílias na casa alugada, prestações da casa própria e o primeiro bebê.

Anos oitenta e a moda era ter uma filmadora do Paraguai.

Sempre tinha um vizinho ou amigo contrabandista disposto a trazer aquela muambazinha por um preço módico.

Ela tinha vergonha, mas eu desejava eternizar aquele momento.

Irrompi na sala de parto com a câmera no ombro e chorei enquanto filmava o parto do meu primeiro filho.

Todo mundo que chegava lá em casa era obrigado a assistir ao filme. Perdi a conta das cópias que fiz do parto e distribuí entre amigos, parentes e parentes dos amigos.

Meu filho e minha esposa eram o meu orgulho.

Três anos depois, novo parto, nova filmagem, nova crise de choro.

Como ela categoricamente disse que não queria que eu filmasse, invadi a sala de parto mais uma vez, com a câmera ao ombro.

As pessoas que me conhecem sabem que havia apenas amor de pai e marido naquele ato.
O fato de fazer diversas cópias da fita era apenas uma demonstração de meu orgulho.

Nada que se comparasse ao fato de ela, esta semana, invadir a sala do meu proctologista, câmera ao ombro, filmando o meu exame de próstata.

Eu lá, com as pernas naquelas malditas braçadeiras, o cara com um dedo (ele jura que era só um!) quase na minha garganta e a mulher gritando:

-Ah! Doutor! Que maravilha! Vou fazer duas mil cópias dessa fita! Semana que vem estou enviando uma para o senhor!

Meus olhos saindo da órbita a fuzilaram, mas a dor era tanta que não conseguia falar.

O miserável do médico girou o dedo e eu vi o teto a dois centímetros do meu nariz.
A mulher continuou a gritar, como um diretor de cinema:

-Isso, doutor! Agora gire de novo, mais devagar. Vou dar um close agora...

Alcancei um sapato na mesa e joguei na maldita.

Agora, estou escrevendo este e-mail, pedindo aos amigos que receberem uma cópia do filme, que o enviem de volta para mim.

Eu pago o reembolso.

Luiz Fernando Veríssimo

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Maria Eugênia - Geni e o Zeppelin

Vejam a bela e talentosa cantora goiana Maria Eugênia cantando a clássica música de Chico Buarque "Geni e o Zeppelin", numa interpretação visceral, acompanhada de um violão de parar o trânsito (não sei o nome do artista, senão registraria aqui).

O show do qual essa música faz parte está disponível em DVD, para quem sabe apreciar.

Sabedoria de vida - Katsushika Hokusai


Na página inicial da sua obra “Perdas e danos”, a escritora Lya Luft transcreve um pensamento de Katsushika Hokusai (1760-1849), artista plástico japonês, no qual ele descreve os anos de vida como uma possibilidade preciosa de adquirir sabedoria:

“Desde a idade de seis anos eu tinha mania de desenhar a forma dos objetos. Por volta dos cinqüenta havia publicado uma infinidade de desenhos, mas tudo o que produzi antes dos sessenta não deve ser levado em conta.

Aos setenta e três compreendi mais ou menos a estrutura da verdadeira natureza, as plantas, as árvores, os pássaros, os peixes e os insetos. Em conseqüência, aos oitenta terei feito ainda mais progresso.

Aos noventa penetrarei no mistério das coisas; aos cem, terei decididamente chegado a um grau de maravilhamento – e quando eu tiver cento e dez anos, para mim, seja um ponto ou uma linha, tudo será vivo”

(Katsuhika Hokusai, sécs. 18-19)


Profundo, não?

Para saber mais sobre Hokusai clique aqui.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

TV Pirata satirizando comerciais

O Alcides, colaborador do blog, fez um comentário sobre o filme "Os Normais" que me fez lembrar da TV Pirata, talvez o humor mais inteligente que já vi na nossa televisão. Diogo Vilela, Luis Fernando Guimarães, Débora Bloch, Guilherme Karan e outros estavam no auge da forma e produziram peças inesquecíveis, como essa sátira a comerciais da época que estou postando abaixo.

Tudo de bom!

Angeli: Eleitor besta

Na série "Humor na terça, o craque Angeli denuncia a alienação e o discurso raso:

domingo, 6 de setembro de 2009

Domingo com Beatles - For no one

Um jovem Paul McCartney no estilo voz e violão interpretando uma versão demo da lindíssima "For no one". Enjoy!

sábado, 5 de setembro de 2009

Novos tempos, comportamentos novos


Os novos tempos de ascensão das classes C, D e E, na charge do Tiago.

Para confirmar com dados, matéria do Valor Online mostrando as mutações no mercado com a emergência dos "novos consumidores":

Marcas com preço médio conquistam mais espaço

Lílian Cunha, de São Paulo 21/08/2009

Marcas de preço intermediário, como o molho de tomate Fugini, estão desbancando tradicionais líderes de mercado, no caso o Pomarola, da Unilever, agora "ex-primeiro colocado" da categoria, segundo pesquisa da Nielsen feita para a revista "Super Varejo", da Associação Paulista de Supermercados.

O levantamento classificou os cinco produtos mais vendidos no Brasil em 128 categorias entre março de 2008 e março deste ano. Com preços até 30% menores que os campeões de venda usuais, produtos como os sorvetes Jundiá, o amaciante Ypê, da Química Amparo, e o inseticida Fort, da Bombril estão ganhando a preferência dos consumidores, principalmente das classes C, D e E, que desfrutam nos supermercados do aumento do poder aquisitivo dos últimos anos.

"Não é todo mundo que tem R$ 15 para gastar em um pote de dois litros de sorvete", diz Thaíne Cal, gerente de marketing da Jundiá, de Itupeva (SP). "Muita gente que não comprava certos produtos passou a adquirir esses itens por meio de concorrentes com preço mais baixo", explica o presidente da Apas, João Sanzovo.

Graças a isso, marcas que desde a década de 70 concentravam até 90% das vendas agora têm rivais que incomodam.


Fonte: Clique aqui.

Novo curta Disney Pixar - Parcialmente Nublado

É aparentemente inesgotável a capacidade dos estúdios Pixar de surpreender com animações cheias de poesia, vibração e sentimentos.

O vídeo abaixo, que será exibido junto com o longa "Up" nos cinemas, fala das diferenças, da aceitação do outro, dos complexos de inferioridade, da inveja, raiva, alegria, reconhecimento e muito mais, utilizando poucos minutos para contar uma fábula sobre nuvens onde são criados os bebês de todas as espécies e das cegonhas que os trazem até nós.

Simplesmente imperdível, para deixar o fim de semana mais colorido.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mulherão - A verdadeira definição


Minha homenagem, nas palavras da Martha Medeiros, a um punhado de "mulherões" que conheço e admiro:

Mulherão – Por Martha Medeiros

Peça para um homem descrever um mulherão.

Ele imediatamente vai falar no tamanho do seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bunda e cor dos olhos...

Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada e com um lindo sorriso.

Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malú Mader, Adriane Galisteu, Letícia Spiller, Lumas e Brunas.

Agora, pergunte a uma mulher o que ela considera um mulherão, você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho e mais dois para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola; é aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de R$ 200,00.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes,que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação,busca os filhos na natação, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega. É quem,de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha,é quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito linda de morrer, mas mulherão mesmo é quem mata um leão por dia!

Compreendendo as mulheres

Da série "Humor na sexta":



Obs.: Não consegui identificar o autor da tira, mas "o cara" é muito bom!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Propaganda: T-Mobile Dance

O Alcides nos envia a dica da sensacional propaganda da operadora de celulares britânica T-Mobile (responsável pelo Hey Jude coletivo que postei domingo retrasado) na forma de uma performance de dança na Liverpool Street Station, dia 15 de janeiro deste ano.

Muito bem executado, já foi assistido por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Isso é que é marketing viral!

To Sir with love - Natalie Merchant e Michael Stipe

Estou postando um "novo clássico". Uma interpretação cheia de força e sentimento da música "To Sir with love", tema do filme ganhador do Oscar de 1967 "Ao Mestre, com carinho" com o grande ator Sidney Poitier.

A versão original é de Lulu, mas aqui a interpretação fica por conta da talentosíssima cantora folk Natalie Merchant, ex-vocal do 10.000 Maniacs, e Michael Stipe, líder do REM. São duas das vozes que eu mais admiro na música atual.

Como diz o Nassif, é para escutar "de joelhos":

Veríssimo às quintas - Assalto a banco


Em uma acalorada discussão em sala de aula sobre os juros pornográficos cobrados dos clientes pelas instituições financeiras, trabalhamos a famosa frase inserida pelo dramaturgo Bertolt Brecht na obra "Ópera de Três Vinténs", onde um personagem se pergunta “o que é o roubo de um banco comparado com a fundação de um banco?”.

Para ilustrar mais o assunto o leitor e aluno Ivo Honório me mandou o delicioso conto abaixo, que divido com vocês:

Assalto a banco...

Ligação telefônica para um banco:

- Alô? Quem tá falando?

-Aqui é o ladrão.

- Desculpe, a telefonista deve ter se enganado, eu não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?

- Não, os funcionários tá tudo refém.

- Há, eu entendo. Afinal, eles trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil... mas, será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?

- Impossível. Eles tá tudo amordaçado.

- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?

- Claro que não mermão. Quanta inguinorânça! O chefe tá na cadeia, que é o lugar mais seguro pra se comandar assalto!

- Bom... Sabe o que que é? Eu tenho uma conta....

- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero!

- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor! O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.

- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um seqüestro. Pra saber de juro é melhor tu ligá pra Brasília.

- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia... mas, será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.

- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!

- Longe de mim pensar que o senhor está de brincadeira! Que é um assalto eu sei perfeitamente; ninguém no mundo cobra os juros que cobram no Brasil. Mas queria saber o número preciso: seis por cento, sete por cento?

- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?

- Ah, já tava esperando. Você vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?

- Não.... já falei... eu sou... Peraí bacana... hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho.

(um minuto depois)

- Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.

- Puxa, que incrível!

- Incrive por que? Tu achava que era menos?

- Não, achava que era mais ou menos isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, eu consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço pelo telefone em menos de meia hora e sem ouvir 'Pour Elise'.

- Quer saber? Fui com a tua cara. Acabei de dar umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?

- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?

- Nadica de nada, já tá tudo acertado!

- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...

(De repente, ouvem-se tiros, gritos)

- Ih, sujou! Puliça!

- Polícia? Que polícia? Já está confirmado o desconto? Peraí? Alô? Alô?

(sinal de ocupado)

- Droga! Maldito Estado: quando o negócio começa a funcionar, entra o Governo e caga tudo!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Cartões de crédito - Concentração de mercado e lucros pornográficos


Do jornal Valor Econômico de hoje:

Lucro crescente explica pressão contra cartões

Maria Christina Carvalho, de São Paulo
02/09/2009

As operações realizadas com cartões proporcionaram em 2008 lucro líquido de R$ 9 bilhões para os bancos

As operações realizadas com cartões de crédito e débito proporcionaram no ano passado lucro líquido de R$ 9 bilhões para os bancos que emitem os plásticos e as credenciadoras que capturam e liquidam as transações. O ganho foi 27% superior aos R$ 7,1 bilhões de 2007.

A maior parte do bolo é dos bancos, que ficaram com R$ 5,6 bilhões ou 63% do total. O ganho com os cartões contribuiu com 12,4% do lucro líquido de R$ 45,2 bilhões amealhados pelos bancos no ano passado, o maior índice desde 2003. Mas os credenciadores têm abocanhado fatias crescentes: os 21% de cinco anos atrás passaram a 37% em 2008, segundo cálculos da Boanerges & Cia. Consultoria em Varejo Financeiro, feitos a partir de estudo recente do Banco Central (BC) que fundamentou as pressões para a desconcentração do setor.

Entre os pontos discutidos pelos organismos de defesa do consumidor estão a abertura do credenciamento dos lojistas, hoje concentrado em duas empresas, Redecard e VisaNet, o fim da exclusividade das bandeiras e o compartilhamento das máquinas de leitura dos cartões.

Para o consultor Boanerges Ramos Freire, o que mais chama a atenção nos dados é o aumento das margens. A dos credenciadores mais do que dobrou em cinco anos, de 21% em 2003 para 43% em 2008. A margem dos bancos também aumentou, com o lucro passando de 21% para 34% das receitas. "São resultados excepcionais, acima da média de qualquer outro setor. Por isso o questionamento do governo".

Os números, porém, não incluem uma fonte de receita cada vez mais disputada que é a antecipação para o varejista dos pagamentos a prazo feitos pelos clientes, chamada de antecipação de recebíveis no jargão financeiro, que está diluída nos balanços. Esse negócio cresceu quando os lojistas passaram a oferecer a venda parcelada no cartão para os clientes.

A carteira de crédito de cartões do Banco do Brasil aumentou 21% nos 12 meses encerrados em junho, fechando o semestre em R$ 6,13 bilhões, dos quais R$ 2,65 bilhões foram parcelados pelos lojistas. Os ativos financeiros de cartões do Bradesco aumentaram 15% entre junho de 2007 e junho passado, atingindo R$ 15,69 bilhões, um terço em antecipações de recebíveis.

O Consumo da Simplicidade


Estou repercutindo texto instigante de Beth Furtado, postado no site mundodomarketing.com.br, sobre o consumo responsável que (se imagina) prevalecerá nestes novos tempos pós-crise.

O Consumo da Simplicidade

Por Beth Furtado, do Mundo do Marketing | 03/08/2009

Como diz Eduardo Gianetti da Fonseca, “o futuro vem do futuro”, mas é possível neste ano, vislumbrar um movimento que deverá nos acompanhar nos próximos tempos: a simplicidade como base do universo de consumo. Pode ser que alguma vertente desta tendência seja aniquilada pelos tempos instáveis em que vivemos, mas outras serão absorvidas em uma nova dinâmica que começa a se formar.

Sabemos que não sabemos onde iremos parar, mas o que está acontecendo no mundo é uma mudança à fórceps de uma civilização de excessos. Excesso de inconsciência em relação a sustentabilidade, excesso de insensibilidade em relação ao próximo e a responsabilidade social, excesso de consumo predatório, excesso de valores equivocados, excesso de “eu ganho-ganho”. Na vida econômica, como na pessoal, às vezes precisamos ser forçados a mudar. Sem o caos econômico não iríamos fazer alguns sacrifícios importantes deste processo de mudança.

Na civilização que ora se vai, o mundo sustentava-se em um equilíbrio entre a China na produção e os Estados Unidos no consumo. O consumo desenfreado norte-americano não sustenta mais esta equação face ao desemprego e a falta de confiança do consumidor, dentre outros fatores. As mudanças que estão em formação, em particular nos Estados Unidos, mas também no mundo todo, nos levam a concluir que a Era da Simplicidade começou. Ainda é um sinal fraco, mas está lá no horizonte, até porque a demanda do mercado norte-americano nunca mais será a mesma.

A Simplicidade como um movimento, já existia mesmo antes dos eventos econômicos. Em todos os aspectos. A diferença é que agora tornou-se imperativa. Não há recursos no planeta para sustentar o consumo da forma como estava. Nesta sociedade paradoxal, havia de um lado o excesso e de outro a exclusão de um grande contingente.É possível perceber os sinais de mudanças. Estão por todos os lados. Por exemplo:

Pontos de Vendas: depois de décadas com projetos arquitetônicos mirabolantes a reflexão agora é menos. Lojas com menos elementos, seja porque os consumidores não conseguem ler todas as informações que colocamos na sinalização, seja para baratear os custos, seja para adequar-se à uma visão sustentável.


Para ler todo o texto, clique aqui.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Clipe: Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit

Momento de poesia e beleza no blog. A primeira dama da França, Carla Bruni numa interpretação intimista de Quelqu'un m'a dit (Alguém me disse).

Maravilhoso(a)!!