
Abaixo, matéria do jornal Meio e Mensagem, sobre modificações no comportamento de compra do consumidor e seus impactos sobre o varejo e os canais de marketing via internet.
DIGITALIZAÇÃO DO CONSUMIDOR IMPACTARÁ VAREJO
Meio & Mensagem 15/09/2009 por Jonas Furtado
A propensão à digitalização do consumidor brasileiro mudará drasticamente as relações comerciais no varejo nos próximos anos. Haverá uma diminuição das margens de lucro dos fornecedores e um aumento da postura crítica do cliente na hora da compra.
O panorama, propiciado pela expansão dos múltiplos canais de vendas, é a principal conclusão do Estudo sobre o Neoconsumidor.
(...) Segundo as diretrizes do estudo, neoconsumidor é a pessoa que tem acesso a diversos canais - inclusive aos digitais, como internet, celular e TV interativa.
"Essas ferramentas têm um potencial enorme como transformadoras da economia, pois permitem que o consumidor compare os preços e as características dos produtos não só nacionalmente, mas globalmente", analisa Marcos Gouvêa, diretor geral da Gouvêa de Souza.
Os números da pesquisa mostram o brasileiro como o consumidor mais propenso a aderir ao comércio eletrônico dentre as nacionalidades participantes. Dentre os recortes do estudo que sustentam a afirmação, estão:
- os brasileiros são os que mais se desapontam se não encontram suas lojas preferidas no ambiente da web (53%)
- são os mais receptíveis a receber promoções e propaganda pelo celular (42%)
- são os que mais acreditam que lojas sem website não existirão no futuro (57%)
- estão entre as três nacionalidades que mais comparam preços de produtos em sites especializados (73%)
A grande revelação do estudo sobre o neoconsumidor é a relação entre o crescimento do varejo multicanal ao aumento do PIB per capita de um país. "Existe um ponto nessa curva, uma espécie de gatilho multicanal. Quando tal ponto é atingido, o crescimento passa a ser rápido e exponencial", afirma Luiz Góes, sócio-sênior da GS&MD-Gouvêa de Souza.
Góes calcula que o Brasil alcançará seu gatilho multicanal em seis anos - ou até mesmo antes, devido à já citada propensão digital dos consumidores do País.
"A grande lição desse gatilho para os varejistas é: comece a olhar com carinho para outros canais. Porque o brasileiro vai começar a comprar de forma diferente. Essa curva vai começar a empinar rapidinho", alertou Góes.
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Fonte: site Mercado Competitivo
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