segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Punir mais só piora crime e agrava a insegurança



Um dos assuntos que estão sempre na mídia e que ajudam a revelar o que as pessoas têm de pior em termos de preconceitos e intolerância é a segurança publica e o que fazer com os infratores da lei.

Talvez por tratar daquilo de mais básico que existe em nós que é o instinto e a defesa da parte dita material, nossa reação quase sempre é visceral, onde raciocinamos não com a cabeça, mas com o fígado.

Irônicamente, só nos tornamos mais tolerantes com os ditos criminosos/infratores quando temos um membro da família entre eles. O raciocínio vale para AIDS, homosssexualidade e muitos outros casos, infelizmente.

Pois bem, na Folha de S. Paulo de hoje aparece uma entrevista espetacular do repórter Mario Cesar Carvalho com um especialista europeu na área penal, Massimo Pavarini, que discorre longamente sobre as penas de privação de liberdade e os resultados até hoje observados.

Se você quer encontrar novas formas de enxergar a realidade, dê uma lida nas partes que selecionei e, se gostar, clique no link para ler a matéria toda:

Punir mais só piora crime e agrava a insegurança


"É UM PECADO , uma ideia louca" a noção de que penas maiores de prisão aumentem a segurança. "Acontece o contrário. Penas maiores produzem mais insegurança", diz o italiano Massimo Pavarini, 62, professor da Universidade de Bolonha e considerado um dos maiores penalistas da Europa. Ele dá um exemplo: "Quanto mais se castiga um criminoso leve, mais profissional ele será quando voltar ao crime".

FOLHA - O sr. diz que o direito penal está em crise porque o discurso pró-punição está desacreditado e a ideia de ressocialização não funciona. O que fazer?

MASSIMO PAVARINI - O cárcere parecia um invento bom no final de 1700, quando foi criado, mas hoje não demonstra mais êxito positivo. O que significa êxito positivo? Significa que o Estado moderno pode justificar a pena privativa de liberdade. Sempre se fala que o direito penal tem quatro finalidades:
serve para educar, produzir medo, neutralizar os mais perigosos e tem uma função simbólica, no sentido de falar para as pessoas honestas o que é o bem, o que é o mal e castigar o mal.
Após dois séculos de investigação, todas as pesquisas dizem que não temos provas de que a prisão efetivamente seja capaz de reabilitar. Isso acontece em todos os lugares do mundo.

FOLHA - O que fazer, então?

PAVARINI - As prisões já não produzem suficientemente medo para limitar a criminalidade. Todos os criminólogos são céticos. O direito penal fracassou em todas as suas finalidades. Não conheço nenhum teórico otimista. Isso não significa que não possa haver alternativas. Há um movimento internacional em busca de penas alternativas. O que se imagina é que, se a prisão fracassou, a pena alternativa pode ter êxito punitivo. Há penas alternativas há três décadas e, se alguma pode surtir efeito, foi em algum momento específico, que não pode ser reproduzido em um lugar com história e recursos econômicos diferentes.
(...)
FOLHA - No Brasil, os políticos e a população defendem o aumento das penas. Penas maiores significam mais segurança?

PAVARINI - Isso é um pecado, uma ideia louca, absurda. Acontece o contrário. Penas maiores produzem mais insegurança. É claro, um país não pode neutralizar todos os criminosos. Nos EUA, eles podem colocar na prisão o garoto que vende maconha. Prende por um, dois, cinco anos, e ele vai virar um criminoso profissional. Quanto mais se castiga um criminoso leve, mais profissional ele será quando voltar ao crime. Há mais de um século se diz que a prisão é a universidade do crime. É verdade. Mas, se um político diz "vamos buscar trabalho para esse garoto", ele não ganha nada.

FOLHA - No Estado de São Paulo, o mais rico do país, faltam 55 mil vagas nos presídios e as prisões são muito precárias. Por que um Estado rico tem presídios tão ruins?

PAVARINI - Há uma regra econômica que diz que a prisão, em qualquer lugar do mundo, deve ter uma qualidade de sobrevivência inferior à pior qualidade de vida em liberdade. Como aqui há favelas, as prisões têm de ser piores do que as piores favelas. A prisão tem de oferecer uma diferenciação social entre o pobre bom e o pobre delinquente. Claro que São Paulo poderia oferecer um presídio que é uma universidade, mas isso seria intolerável. O presídio ruim tem função simbólica.


Para ler a matéria completa, repercutida pelo blog do Nassif, clique aqui.

domingo, 30 de agosto de 2009

Domingo com Beatles - Hey Jude

Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu essa mobilização em Londres, na Trafalgar Square, reunindo mais de 13 mil pessoas.

A empresa simplesmente mandou um convite pelo celular:
"esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário". E nada mais foi dito.

Os que compareceram, a princípio acharam que era blefe, como tem ocorrido em outras mobilizações desse tipo.

Mas, na hora, houve larga distribuição de microfones, muitos, muitos, muitos mesmo, e fizeram um karaokê gigante, de surpresa!!!

E todo mundo que estava na praça, ou quem estava passando e nem sabia do convite, cantou junto.

É de arrepiar. Se você um dia curtiu os Beatles...

(Enviado por Glória Toledo)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Grandes cenas do cinema - Perfume de Mulher

Em cena magistral do filme Perfume de Mulher (Scent of a woman, 1992) o ator Al Pacino, vivendo um personagem cego, convida uma jovem (Gabrielle Anwar) a dançar com ele o belíssimo tango “Por una cabeza”.

Quando ele e seu acompanhante ( o jovem Chris O’Donnel) pedem para se sentar ao lado dela, ela contrapõe:

- Estou esperando alguém que chegará a qualquer momento.

Sua resposta:

- Vive-se uma vida em um momento.

Dá o que pensar, não?

Mesmo que você já tenha visto, vale relembrar:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Será o fim da TV?


Na site Toda Mídia de hoje, o jornalista Nelson de Sá repercute a visita ao Brasil do cofundador do Youtube, Chad Hurley, e suas opiniões sobre o futuro da TV com o desenvolvimento da internet e de ferramentas como o próprio Youtube.

O texto:

A TV morre e o YouTube não dá dinheiro

De Chad Hurley, cofundador do YouTube, pela primeira vez no Brasil, segundo Blue Bus, Folha e "Valor":

Não o YouTube, mas sim a internet será responsável [pelo fim da TV]. Nos próximos anos, a maior parte do conteúdo de TV será transmitida pela internet. O serviço tradicional de "broadcasting" está morto. Claro que no futuro ainda teremos a experiência de ver TV, talvez em eventos ao vivo. Mas a ideia de uma família sentada no sofá, às 20h, esperando um programa, não vai mais existir. A TV já está presente no computador e a tendência é que se espalhe cada vez mais por celulares e demais dispositivos móveis.

Quanto ao próprio YouTube:

Há muita especulação sobre a pressão para gerar resultados com o YouTube. O que acontece é que, internamente, nós não vivemos toda essa pressão. A audiência está aí e nós temos trabalhado muito e nossas ferramentas de oferta de propaganda estão cada vez melhores. Agora estamos trabalhando na criação de uma solução de publicidade para a busca de vídeos, onde os anúncios serão mais segmentados, exibidos de acordo com o perfil do usuário.


Fonte: Toda mídia

Veríssimo na quinta-feira



Firmeza Pessoal!
Luiz Fernando Veríssimo

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus".

E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração. Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, provocações, o maior T" e, nesse momento, ela parou e me disse: -Acho que agora não quero, só quero que você me abrace... Eu falei: - O QUEEE??? Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.

Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.

No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos a seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes. Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.

Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou: -Vamos passar no caixa para pagar, amor? Daí eu disse: -Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... Só quero que você me abrace.

Ela ficou pálida. No momento em que ela começou a ficar com cara de querer me matar, falei: -Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.

Me vinguei, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de 2010.

Sociopatia, por Contardo Calligaris


O que é sociopatia? Como observar um sociopata em nosso meio? Será que me comporto como um sociopata?

O psicanalista Contardo Calligaris analisa com a capacidade de sempre o assunto no texto abaixo:

O sociopata, nosso vizinho

Na semana passada, cheguei de volta a São Paulo vindo de Nova York. Todos de pé nos corredores da aeronave, esperávamos a abertura das portas. Eis que um jovem, que estava atrás de mim, disse, num inglês duvidoso, "Excuse me" e tentou me ultrapassar, para ele (só ele) avançar na fila.

Fiz notar ao jovem que todos estávamos parados e indo para o mesmo lugar. Minha observação não produziu nele nenhuma vergonha: empurrou e se insinuou na minha frente, para repetir a mesma manobra com outros passageiros. Comentei com minha companheira: "É incrível como existem sociopatas".

Justiça divina: na fila da alfândega, o jovem estava bem atrás da gente. Resta explicar meu "diagnóstico".

Sumariamente, o quadro da sociopatia (ou psicopatia, como dizia a psiquiatria clássica) é o seguinte: incapacidade de se conformar às normas sociais, aptidão para enganar e manipular, falta de preocupação com os outros, falta de remorso e de sentimento de responsabilidade.

Ocasionalmente, qualquer um é capaz de comportamentos desse tipo. Mas o sociopata os adota como sua única maneira de ser e de se relacionar com o mundo: ele se impõe na vida desrespeitando os outros e as normas coletivas sem sentir culpa alguma.

Os sociopatas não são necessariamente criminosos, e nem todos os criminosos são sociopatas. O membro de uma gangue pode agir como um sociopata entre nós, mas sentir-se responsável pela segurança dos outros membros da gangue e culpado por falhar em suas tarefas. Inversamente, um cidadão-modelo, de grande êxito profissional e social, pode dever seu sucesso a uma boa sociopatia. Detalhe: os sociopatas são numerosos; nos EUA, 4% da população.


Para ler todo o texto, clique aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Comerciais da Tigre - A Dança do Vazamento

Estou postando novamente a pedidos:

Ao ministrar treinamentos, principalmente após o almoço, quando "dá aquele sono e aquela preguiça", costumo utilizar o comercial da Tigre, criado pela agência Talent, para acordar o grupo fazendo todos dançarem juntos. É sucesso garantido!

Assista o vídeo e comprove:



Se você quiser assistir aos demais comerciais da série, clique nos links abaixo:

A dança da gordura: Aqui

A dança do entope/desentope: Aqui

A dança do conduíte: Aqui

Lição de vida - O Guerreiro Pacífico

Belíssima reflexão sobre a vida. John Lennon disse certa vez que a vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos. Se assim é, por que não aproveitar cada momento da caminhada para crescer?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Da série "Admirável Mundo Novo"

A sensacional criação do diretor Bruce Branit mostra um homem utilizando-se de recursos hoográficos para criar um mundo virtual para a sua amada. Imperdível!

Terça com Poesia



O Que Ficou?...

Fernando Pessoa

De tudo, ficaram três coisas:
* A certeza de que estamos sempre começando....
* A certeza de que precisamos continuar...
* A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

Bacalhau a la Bonnie Tyler

Depois da sensacional receita de Yakisoba à Bee Gees, aparece a receita de bacalhau. A vantagem para quem cozinha é que não é necessário ler a receita, basta cantá-la.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Comercial da Sony Vaio com viciados em internet

Vejam que propaganda inovadora da Sony, "brincando" com o vício em internet e redes sociais de uma forma muito original.




Fonte: Jovem Pan online

domingo, 23 de agosto de 2009

É drogaria ou supermercado?


Reportagem correta da Folha de São Paulo de sábado, 22/08 comenta as mudanças na regulação sobre comercialização de medicamentos e outros produtos em farmácias. Foi dada voz a cada lado. produzindo um estudo interessante sobre o assunto.
Leia aqui um trecho:

É drogaria ou supermercado?

Norma que limita itens à venda em farmácias mira consumismo e automedicação; para redes, consumidor também perde


Débora Mismetti


O balcão com o farmacêutico e a parede de remédios ficou mais longe. Hoje, antes de chegar ao medicamento, é preciso atravessar prateleiras de cosméticos, suplementos nutricionais e itens de conveniência.

Resultado: em vez de sair da farmácia com uma caixa de remédio embrulhada em papel cor-de-rosa, a pessoa sai com a sacola de plástico lotada.

A aposentada paulistana Celia Lessa, 59, por exemplo. "Enquanto espero o balconista pegar os remédios, vejo pastilha de gengibre, presilha, xampu. No fim, gasto uma fábula." (...)

Um dos principais atrativos da compra em farmácia é mesmo a conveniência. As drogarias da avenida Paulista têm filas na hora do almoço. O gerente de sistemas Marco Quesada, 32, saiu de uma delas levando barra de proteína, água aromatizada, gel para dores e para massagem. "São coisas essenciais. Quando encontro tudo no mesmo lugar, compro logo."

As grandes redes de farmácia dão atenção especial a esse público, que faz compras justamente no setor da loja que dá mais lucro, o de não-medicamentos. O presidente da Abrafarma (entidade que reúne as grandes cadeias de farmácias no Brasil) diz que a concorrência na venda de remédios é muito grande, então a margem de lucro fica maior em outros produtos. Tanto que, mesmo representando 25% do volume de vendas, os não-medicamentos ocupam 75% do espaço de loja. "Quando os grandes magazines sumiram, os clientes foram para perfumarias, e as drogarias pegaram esse nicho", diz Sérgio Mena Barreto.


Leia a matéria toda aqui.

Domingo com Beatles - Twist and Shout

Dupla homenagem, aos Beatles em uma de suas músicas mais animadas e a John Hugues, diretor americano recentemente falecido e que gravou a inesquecível cena do filme Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller's Day Off), onde um jovem Mathew Broderick dá um show de dublagem. Enjoy!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os prazeres da mente



Meus alunos acham bastante graça quando digo que determinados textos me provocam autênticos orgasmos mentais. Ora, aqueles que gostam de ler sabem do que estou falando, pois alguns autores conseguem concatenar de tal forma as frases que nos fazem ver toda a nossa pequenez enquanto escritores.

Um desses grandes autores, o repórter e blogueiro Alon Feuerwerker é capaz de produzir análises tão argutas da política que, mesmo quando não concordo com a ideia, sou obrigado a admirar a forma e a capacidade analítica e de elaboração.

No último dia 16/08 ele publicou um post com o título “Administradores da Inércia”, em que ele descreve as dificuldades dos políticos que assumem postos com plataformas mudancistas e precisam enfrentar um gigantesca força de inércia, que quer que tudo continue como está.

Ele analisa as agruras de Barack Obama nos EUA, mas vale para qualquer situação semelhante. Não é um texto de fácil compreensão para os pouco treinados, mas é espetacular.

Veja um trecho:

“Para que tudo continue como está, basta não fazer nada e deixar rolar o Woodstock. Já quem deseja mudar, este precisará reunir a imensa energia social indispensável, num cenário superfragmentado e vocacionado para divergir. Nunca para convergir. (...)

Assim, se bobear, o líder da mudança acaba reduzido ao papel de administrar avanços apenas incrementais, marginais. Conforme o tempo passa, a angústia cresce, pois afinal é preciso “fazer algo”, “deixar uma marca”, enquanto a realidade impõe administrar a inércia, para não ser completamente paralisado por ela. E isso tem um custo. Ainda que não perceba, o meio transforma você enquanto você peleja duramente para deixar sua marquinha nele.


Quer ler todo o texto, e outras pérolas do Alon, clique aqui.

Meus comerciais favoritos

O comercial abaixo, criado pela agência Leo Burnett de Milão para a lavadora Ariston Aqualtis é um exemplo das possibilidades da tecnologia de criar um maravilhoso mundo de fantasia, que atinge o objetivo de chamar a atenção sem apelações de nenhuma espécie. Curtam!

É preciso zelar...

O cartunista Gilmar retrata o desequilíbrio no "mercado afetivo":

Quintana e o tempo






'A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.


Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira. ..
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...

Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'


Mário Quintana

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Veríssimo da quinta-feira



Vou inaugurar hoje uma seção fixa do blog com um texto ou uma tirinha do genial Luiz Fernando Veríssimo, que será renovada a cada semana.

Namoro
Luiz Fernando Veríssimo

O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone:
- Desliga você.
- Não, desliga você.
- Você.
- Você.
- Então vamos desligar juntos.
- Tá. Conta até três.
- Um... Dois... Dois e meio...

Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? Eram ridículos. Ronron. Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. Gongonha. (Gongonha!) Mamosa. Purupupuca...

Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo:
- As dondozeira ama os dondozeiro?
- Ama.
- Mas os dondozeiro ama as dondozeira mais do que as dondozeira ama os dondonzeiro?
- Na-na-não. As dondozeira ama os dondozeiro mais do que etc.

E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos. Tardes inteiras.

Confesse: ridículo só porque nunca mais.

Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo.

E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra?...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Como não lidar com as reclamações dos clientes



Reproduzo um texto e um vídeo muito legal sobre como lidar com as reclamações dos clientes, baseado naquele antigo ensinamento que diz: "mais vale um mau acordo do que uma boa demanda":

RECLAMAÇÃO 2.0 - Ricardo Jordão

Existem pelo menos quatro maneiras de você reclamar do atendimento de um empresa:

(1) Soltar os cachorros, brigar, xingar, bate na menina do atendimento que teoricamente não tem nada a ver com o pato.

(2) Não reclamar, não fazer nada a respeito e deixar por isso mesmo. A pior coisa que pode você pode fazer para uma pessoa é ser indiferente.

(3) Você pode reclamar com educação, seneridade, calma, fazer a empresa e a menina do atendimento se sensibilizar com a sua situação fazendo ela vestir os seus sapatos.

E, tem uma quarta maneira.

(4) Você pode fazer uma reclamação tão 2.0, mas tão 2.0, que pode se transformar em um viral na internet que leva mais de 4 milhões de pessoas a conhecer a sua reclamação, e ainda gerar novos negócios para você.

O americano David Carroll, músico profissional, optou por essa nova maneira de reclamar de uma empresa.

David Carroll teve a sua amada e querida guitarra Taylor de três mil e quinhentos dólares quebrada pela United durante um vôo da Nova Escócia para o Nebraska.

Depois de meses de frustração tentando receber algum dinheiro como indenização, ele finalmente recebeu uma resposta da empresa: "Não".

David então decidiu fazer o quê sabe fazer de melhor: música. O cara transformou o episódio da guitarra quebrada pela United em uma música country. Ele escreveu letra, música e filmou um clip com pegada profissional que em apenas três semanas de YouTube já teve mais de 4 milhões de visualizações.

A iniciativa de David serviu para detonar a imagem da United e também para apresentar o seu trabalho para o mundo.

O vídeo está com mais de 19 mil comentários, centenas deles de pessoas que nunca haviam ouvido falar do cara e sua banda.

Ao ajudar a melhorar as coisas, o cara está atraindo novos negócios para si.

Não é o máximo?

Pois então, SOBE NO CAIXOTE e RECLAME 2.0!

"United... you broke my Taylor Guitar..., United..."

QUEBRA TUDO NO ATENDIMENTO AO CLIENTE!




Fonte: http://papodelider.blogspot.com/

Aumenta a concentração no varejo brasileiro



A pedidos dos meus alunos de Negócios, estou postando novamente:

Matéria do Estadão de 10/08 confirma aquilo que estamos observando no dia-a-dia: uma brutal concentração do varejo em poucas e grandes redes.

Através de fusões e aquisições muito pouco reguladas pelo poder público, elas estão provocando uma quebra de redes menores e varejos isolados, com profundos reflexos na renda e no emprego das pessoas.

Cabe dizer que a tendência não é do mercado brasileiro, e sim internacional, haja vista que o segmento supermercadista brasileiro, por exemplo, é amplamente dominado por três grandes redes, Pão de Açucar (50% de propriedade do grupo francês Casino), Carrefour (França) e Wal-mart (EUA).

Não é possível perceber, nem a longo prazo, uma reversão dessa tendência.

Cresce a concentração de redes no comércio brasileiro
AE - Agencia Estado 10/08/09

SÃO PAULO - A concentração de poder econômico nas grandes redes de comércio varejista brasileiro atingiu em 2008 o nível mais alto desde 2003. A informação é de uma pesquisa inédita da empresa de informações e análises econômico-financeiras Serasa Experian. Numa escala de zero a 1, na qual zero significa igualdade total (todas as lojas têm a mesma participação no mercado), e 1 significa concentração total (apenas um estabelecimento detém todo o mercado), o indicador atingiu 0,931 no ano passado, ante 0,909 em 2007. Em 2003, início da série histórica da pesquisa, o índice era de 0,896.

Para calcular os níveis de concentração, a Serasa Experian usou como base dados de faturamento líquido de 9,8 mil empresas comerciais, que juntas faturaram R$ 268,9 bilhões no ano passado. As explicações para o crescimento da concentração recorde variam de setor para setor. Mas são duas as mais importantes, ressalta o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. A primeira, são os movimentos de fusões e aquisições que acontecem por decisões estratégicas em cada setor. A outra está ligada ao que ele chama de crédito desigual.

A dificuldade dos pequenos e médios varejistas em oferecer crédito em condições similares aos das grandes redes os fez perder mercado nos últimos anos?, explica Rabi. A principal vantagem dos grandes, segundo ele, é a possibilidade de parcelar o preço da venda à vista em até 10 ou 12 meses sem juros, por meio do uso de cartão da própria loja, coisa que os pequenos e médios não conseguem oferecer por falta de fôlego financeiro.


para ler o restante da matéria, clique aqui.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ambiente organizacional - O grupo de macacos

Ainda seguindo o mesmo assunto do post anterior, veja que interessante estória sobre o ambiente das organizações, retratada em forma de uma experiência com macacos.

Se não tomarmos cuidado, o cérebro para de funcionar e começamos a trabalhar apenas no piloto automático, perdendo então a oportunidade de questionar, crescer e transformar a realidade ao nosso redor.

O circo de pulgas e as organizações


No início dos anos 90 li um artigo do consultor Nelson Savioli no jornal Estado de São Paulo que me marcou profundamente. Seu título era "Circo de Pulgas, brinquedo caro". Falava ele na ocasião dos malefícios causados aos colaboradores das organizações por estruturas rígidas, que transformavam as pessoas em indivíduos "barrados", com a mente presa e sem alegria no que fazem.

Este conceito foi depois trabalhado por outros bons autores, e muita coisa já melhorou daquela época para hoje. Continuei, entretanto, percebendo nas organizações com que tenho contato no trabalho de consultoria e instrutoria, ou mesmo ouvindo os depoimentos dos meus muitos alunos de negócios, os efeitos perniciosos no psiquismo coletivo das empresas pelas práticas de condicionamento dos funcionários.

Você já deve ter ouvido aquela famosa frase dita ao funcionário novo: "Olha, aqui não funciona assim não! Se você fizer essa sugestão, é capaz do chefe te mandar embora."

Caso se interesse pelo assunto, leia abaixo o artigo do Nelson:

CIRCO DE PULGAS, BRINQUEDO CARO


O que motiva as pessoas é avançar e ter sentimento de auto-realização.

Nelson Savioli

Os brinquedos educativos costumam ressuscitar jogos milenares desafiadores da imaginação infantil. Há um brinquedo barato, natural, com baixo custo de manutenção, que ainda não desapareceu do cenário das crianças, especialmente no Interior. É o circo de pulgas.

Basta uma jarra ou um litro translúcido com a boca cortada, um vidro plano à guisa de tampa e algumas pulgas emprestadas do cão da casa. A criança mantém os minúsculos insetos nesse compartimento fechado por alguns dias batendo a “cabeça” no vidro superior. O que ocorre? Por condicionamento, as pulgas passam a pular uniformemente em altura inferior! Nesse momento, a criança, com ar triunfal digno de um Skinner ou um Pavlov caboclo, retira a tampa do vidro. Está pronta a mágica do circo de pulgas, que dançam mas não abandonam o picadeiro.

Se você acha que é um brinquedo caro é porque não atentou para uma boa parte do “desenvolvimento gerencial” existente em empresas conservadoras ou em grupos chefiados ainda sob a égide do taylorismo.

Apresso-me em compartilhar com vocês como isso ainda é feito na empresa da década de 90. Falta de delegação e apoio para os subordinados, excesso de autoritarismo na condução de trabalho em grupo, exigência constante de perfeccionismo, ambiente espermicida para novas idéias vindas dos níveis inferiores, postura de “pai repressor” quando a criança que existe em todo profissional ousa aparecer, uso contumaz do carimbo NFIA (Não Foi Inventado Aqui). Essa lista não é exaustiva, pois muitas outras são as formas do demônio para restringir o crescimento do potencial de um colaborador. E quase todas elas – à maneira da tampa do circo – são transparentes, dissimuladas ou justificadas.

Aliás, mais do que a ação traquina da chefia, a cultura organizacional pode ser o reforçador de uma infinidade de travas ao desenvolvimento dos talentos. Os mais freudianos arriscarão o palpite de que o medo da morte (organizacional, no caso) é o motor para que um gerente tolha o crescimento da equipe, agindo numa pretensa legítima defesa. O pior, dirão os junguianos, é se esse comportamento estiver no inconsciente coletivo da organização, dando sinais constantes à manutenção da sua cultura, como um valor aprendido e que deve ser repassado às próximas gerações.
Qual o preço desse brinquedo cruel na empresa brasileira? É, ao menos, preocupante, pois mantém o País na sua anemia de produtividade e qualidade, dificultando-lhe a competitividade interna e externa. É o desabrochar precoce do potencial do operário e do líder que os farão contribuir e participar mais no empreendimento a que estejam ligados. Ou, se estiverem insatisfeitos com a condição de assalariados, de se lançarem como micro ou macro empreendedores. Porque o que motiva as pessoas é avançar e ter um sentimento de auto-realização.

Se você tem pulgas com músculos potentes nas pernas, e na cabeça um sonho ousado de voar por cima das bordas do seu aquário, dê-lhes uma oportunidade. Quebre a tampa de vidro. Vai causar certamente muita coceira nos gatos e cachorros da redondeza, mas vai movimentar o ambiente.

A ciência, os empreendimentos, as civilizações só progrediram quando houve movimento numa situação estagnada.

Abaixo o circo de pulgas. Viva o jogo do espírito criador!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Gratidão



Quero deixar expressa aqui minha gratidão a todos os amigos queridos que estão me dando força nesta empreitada que é o blog. Ao Anderson, Flávio, Germano, Mariana, alunos e ex-alunos da Faculdade Cambury valeu pelas palavras e incentivo! Aos colegas professores Carmen, Alexandre, César Kossa e Hélvio, ao meu irmão Caco e ao Fauzi, companheiro de ideal, muito obrigado!

Estou escrevendo e rindo de mim mesmo, pois sempre achei "uma canseira" ouvir o Faustão citando aquela quantidade de nomes durante o programa dele (que por sinal eu nunca assisto). É isso que dá criticar os outros não é?

Sintam-se todos à vontade para mandar dicas de vídeos, casos, imagens e notícias, para que o blog se torne realmente um canal de troca de informações e de muita cultura.

Até sempre!

Domingo com Beatles - All You Need Is Love

Da série "recordar é viver", para aqueles que viveram na época. Para os que não tiveram tal sorte, uma preciosidade que começa em preto e branco e fica colorida.

Como curiosidade, Mick Jagger e Eric Clapton na platéia cantando "tudo que você precisa é amor, amor é tudo que você precisa".


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sinais dos tempos

Maravilhas da computação gráfica

No filme "O resgate do soldado Ryan", o diretor Steven Spielberg utilizou mais de 1000 figurantes para reconstruir o dia "D", a invasão pelas tropas aliadas da Normandia ocupada pelos alemães na 2a. grande guerra. Críticos de cinema consideram os primeiros vinte minutos do filme a mais bem elaborada cena de batalha de todos os tempos.

Pois bem, com o avanço tecnológico, podemos ver no vídeo abaixo uma impressionante reconstrução do início do filme, apenas com a criatividade (e o suor) de três designers gráficos. Veja só:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vamos substituir o PIB pela FIB - Felicidade Interna Bruta


Artigo assinado por Roberto do Nascimento no Diárionet de hoje:

Encontro discute a FIB, felicidade interna bruta

"Haverá um tempo em que a riqueza de um país será medida pela felicidade e não pela produção? Para os defensores do FIB, a felicidade interna bruta, sim. Em vez do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de toda a riqueza (bens, produtos e serviços) produzida por um país, eles querem o FIB, um conjunto de indicadores destinado a medir o bem-estar da população.

O FIB é uma proposta inovadora para se mensurar o progresso e a qualidade de vida, que surgiu em um pequeno país asiático localizado entre a China e a Índia, o Butão. O indicador já é estudado em diversas partes do mundo, por empresas como a Natura, governos (do Canadá, por exemplo) e organizações, inclusive as Nações Unidas. O rei do Butão e o 1º ministro estarão em Foz do Iguaçu, no Paraná, no dia 19 de novembro, para participar da 5ª Conferência Internacional sobre o FIB. (...)

A responsável pela organização da conferência é a psicóloga e antropóloga norte-americana Susan Andrews, coordenadora do FIB no Brasil. (...) O sistema obedece um modelo de bem-estar que leva em conta o que os criadores denominam quatro pilares, nove domínios e 72 indicadores de felicidade.

Os pilares são: desenvolvimento socioeconômico sustentável e igualitário; preservação e promoção dos valores culturais; conservação do meio ambiente; e a boa governança. Os nove domínios são: bom padrão de vida econômica; boa governança; educação de qualidade; saúde; vitalidade comunitária; proteção ambiental; acesso à cultura; gerenciamento equilibrado do tempo; e bem-estar psicológico."



Comentário: Eu já tive a oportunidade de assistir palestras e participar de eventos com Susan Andrews, a coordenadora do FIB no Brasil, e a considero uma pessoa extraordinária, portadora de uma mensagem de paz e equilíbrio para a humanidade.

Tomara que ideais humanistas como o FIB conquistem espaço cada vez maior na agenda dos estados e instituições, substituindo de vez o malsucedido individualismo neoliberal.

Para ler o texto completo, clique aqui.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cidade das formigas

Definitivamente não temos idéia do que há sob nossos pés...

Aumenta a concentração no mercado de bebidas

Notícia da agência espanhola EFE mostra que a PepsiCo dá mais um grande lance na mudança do seu portfólio de produtos, ao adquirir a Kero Coco. A dependência cada vez menor do refrigerante de cola é o que explica a sua condição de empresa mais valiosa do que a rival Coca-Cola.

PepsiCo compra produtora brasileira de água de coco Amacoco

Nova York, 12 ago (EFE).- A gigante de alimentos PepsiCo anunciou hoje que fechou um acordo para comprar a Amacoco, a maior produtora de água de coco do Brasil, o que a torna líder do setor no país e aumenta sua presença na América Latina.

"A transação reflete o compromisso em longo prazo da PepsiCo de investir no Brasil e em outros mercados importantes da América Latina", afirmou, em comunicado, o presidente do Departamento de Bebidas da PepsiCo na região, Luis Montoya, ao anunciar a operação, cujo valor não foi divulgado.

O acordo fechado pela PepsiCo, que prevê investir mais de US$ 3,3 bilhões na América Latina "nos próximos anos", significa a entrada da companhia no mercado de água de coco e representa mais um passo na transformação em seu setor de bebidas.

A Amacoco produz e vende a água de coco das marcas Kero Coco e Trop Coco, que controlam a maior parte das vendas desta bebida envasilhada no Brasil.

"A Amacoco complementará o negócio atual da empresa e aumentará suas perspectivas futuras na América Latina e fora dela", afirmou o responsável pelo Departamento de Bebidas de PepsiCo no continente americano, Massimo D'Amore.

O diretor afirmou que, "nos Estados Unidos, as vendas deste produto estão experimentando um crescimento extraordinário" e acrescentou que a compra da empresa brasileira "gero o potencial para uma inovação de produtos muito interessante".

O contrato fechado hoje inclui a compra de duas fábricas, uma situada em Petrolina, em Pernambuco, e outra em São Mateus, no Espírito Santo.


Fonte: Uol Economia

Curta metragem vencedor do Festival de Berlim

Curta metragem "Fish", vencedor do Festival de Berlim, mostra uma bonita mensagem de empatia e sensibilidade, com uma trilha sonora muito legal. Do UOL.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quer pagar quanto? GM vende por leilão nos EUA


O mercado brasileiro de automóveis é um dos que menos sentiu os efeitos da retração mundial, graças à pujança do consumo interno e aos incentivos governamentais.

Já lá fora a briga para vender está "brava". Ainda mais com o avanço da internet como canal de vendas de veículos.

Artigo abaixo do site Invertia mostra a última estratégia da GM. Quando será que essa novidade vai chegar ao Brasil?

GM venderá carro pelo site eBay no sistema "quer-pagar-quanto?"

A montadora General Motors (GM) e o site de compras eBay entraram em acordo para oferecer carros novos pela internet, com a possibilidade de o comprador negociar as condições diretamente com o revendedor da GM. O novo formato deverá estar disponível a partir desta terça-feira, no estado americano da Califórnia, pelo site gm.ebay.com. As informações são do jornal britânico Financial Times.
A promoção deve durar até 8 de setembro e reunir pelo menos 225 concessionários das marcas Chevrolet, Buick, GMC and Pontiac. Os carros serão oferecidos no já conhecido sistema do eBay Motors "Compre Agora", pelo qual o consumidor poderá indicar o valor que ele está disposto a pagar pelo carro e, a partir daí, fazer a negociação com o vendedor.
Pelo site, o comprador poderá ainda levantar financiamento, comparar preços entre concessionários e também pleitear benefícios de programas do governos dos EUA de incentivo à compra de veículos.
(...)
A escolha da internet como canal de vendas segue uma lógica de mercado que a montadora não pode mais ignorar: cerca de 75% dos compradores de automóveis nos EUA usam a internet para efetuar seus negócios.


Texto completo: Invertia

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Chris Anderson e o "Grátis" nos negócios


O provocador Chris Anderson, editor da revista Wired e autor do livro "A Cauda Longa", volta à carga com uma nova obra, intitulada "Free" (livre, em português). Sua idéia central é a inevitabilidade do crescimento dos negócios baseado no grátis. Para ele, ninguém vai querer pagar por algo que pode conseguir gratuitamente, como notícias, música ou vídeo. Consequentemente, querer cobrar por isso não tem como dar certo.

Vamos tratar bastante desse assunto em posts futuros, pois muitos modelos de negócio, tanto dentro como fora da internet estão e continuarão sendo fortemente impactados por ele.

A seguir, trecho da entrevista de Chris Anderson à revista alemã Der Spiegel:




(...)
Spiegel: Quais palavras você usa?
Anderson: Não há outras palavras. Estamos numa daquelas épocas estranhas em que as palavras do século passado não têm mais significado. O que notícia significa para você, quando a maior parte das notícias é criada por amadores? São as notícias vindas de um jornal, de um grupo de discussão ou de um amigo? Eu simplesmente não consigo pensar numa definição para essas palavras. Aqui na Wired (revista da qual ele é editor), nós paramos de usá-las.

Spiegel: Espere um minuto. Os chamados jornalistas cidadãos e blogueiros mudaram o significado da palavra "mídia". Mas sem os meios de comunicação tradicionais eles não teriam muito a fazer na verdade. A maioria dos amadores comenta o que a imprensa de qualidade informa. A pergunta é: você leu um jornal hoje de manhã?
Anderson: Não.

Spiegel: Então como você se mantém informado?
Anderson: A informação surge de muitas formas: pelo Twitter, aparece no meu inbox, na minha base de RSS, através de conversas. Eu não saio procurando por ela.

Spiegel: Assim como milhões de pessoas confiavam na mídia tradicional.
Anderson: Se aconteceu alguma coisa importante no mundo, eu vou ficar sabendo. Fico sabendo dos protestos no Irã antes de eles aparecerem nos jornais porque as pessoas que eu acompanho no Twitter se preocupam com essas coisas.

Spiegel: O New York Times, a CNN, a Reuters e outros podem publicar suas melhores reportagens na internet que você nunca as lê?
Anderson: Leio muitos artigos da mídia tradicional, mas não a procuro diretamente para lê-los. Eles chegam até mim, o que é muito comum nos dias de hoje. Cada vez mais pessoas estão escolhendo filtros sociais para ler as notícias em vez de filtros profissionais. Estamos nos desligando das notícias da televisão, dos jornais. E ainda assim ficamos sabendo das coisas importantes; só que não é mais aquela saraivada de notícias ruins. São notícias que importam. Acho que no momento em que algo chega até mim é porque foi avaliado por pessoas em que eu confio. Então as bobagens que não importam não vão chegar até mim.

Spiegel: Mas você também pode descrever o fluxo infinito de palavras que vêm do Twitter como bobagem. Limitadas aos 140 caracteres, as mensagens do Twitter resultam numa impressão maluca, sem filtros nem comprovação, do que está acontecendo. As mensagens do Twitter não podem ser nenhum tipo de substituto para as reportagens e análises rápidas, abrangentes e bem fundamentadas da mídia de qualidade. E com todo o respeito, você mesmo produz esse tipo de informação. Você é um membro da mídia noticiosa, você trabalha para uma revista, faz entrevistas e cria notícias - ou informação, ou conteúdo, ou qualquer seja o nome que queira dar a isso.
Anderson: É verdade. Mas o problema não é que a forma tradicional de escrever não vale mais. O problema é que isso hoje é a minoria. Costumava ser um monopólio, costumava ser a única forma de distribuir notícias.



Para ver toda a entrevista, clique aqui.

Fugindo do padrão

Vinte milhões já assistiram, só no Youtube, mas eu não podia deixar de postar a sensacional entrada dos padrinhos do Kevin e da Jill.

Vai virar moda, podem escrever! Um amigo que organiza eventos me confidenciou que muitas noivas estão querendo algo semelhante.

Só acho difícil compatibilizar isso com a liturgia religiosa pelas bandas de cá...

Da leitura de confirmação da nossa "velha opinião"

Uma olhada atenta nos comentários às postagens dos diferentes blogs que costumo acessar mostra invariavelmente a mesma realidade: não importa qual seja o assunto do “post”, ele vai servir para os comentadores exercerem sua condição de torcedores, e não de analistas.

Estabelece-se quase que imediatamente um clima de “Fla-Flu”, onde os argumentos rapidamente cedem lugar às baixarias e ofensas pessoais, não importando a posição da pessoa no espectro ideológico, seja de direita ou esquerda.

O jornalista Luis Nassif já vem denunciando há tempos o que ele chama de jornalismo de esgoto, que é a resposta de parte da mídia a essa compulsão dos leitores para a “baixaria” como compensação para a falta de argumentos. Os preconceitos vêem à tona com muita facilidade, estimulados em parte pela falta de experiência de exercício da cidadania e também pelo estímulo que o (aparente) anonimato parece proporcionar.

Com relação a esse assunto, o jornalista Nicholas D. Kristof, do jornal The New York Times elaborou interessante matéria intitulada “O Eu diário” (em inglês, no original, The Daily Me), onde aparece o seguinte trecho:

“(...)E o público está buscando cada vez mais suas notícias, não nas redes de televisão abertas ou na imprensa escrita, mas garimpando online.

Quando vamos para a internet, cada um de nós se torna seu próprio editor, seu próprio vigia. Nós selecionamos o tipo de notícia e de opiniões que mais nos interessam. (...)

É por isso que há excelentes evidências de que nós geralmente não queremos de fato boa informação – mas, antes, informação que confirme nossos preconceitos. Podemos acreditar intelectualmente no choque de opiniões, mas, na prática, gostamos de nos abrigar no útero reconfortante de uma câmara de eco.”


A internet coloca cada um de nós em contato com um mundo onde as velhas certezas e soluções não têm resolvido os novos problemas. Uma forma de lidar com isso é o que vemos nessa chamada “leitura de confirmação” do que acreditamos e de rejeição antecipada da divergência. Outra é realmente exercitar a mente e o cérebro na análise dos argumentos do outro, seja ele quem for. Inclusive para continuar discordando...

Lembrando Albert Einstein: “A mente que se abre para uma nova idéia jamais retorna ao seu tamanho original”

Para ler a reportagem citada, extraída do “Estadão” de 23/03/09, clique aqui.