
A pedidos dos meus alunos de Negócios, estou postando novamente:
Matéria do Estadão de 10/08 confirma aquilo que estamos observando no dia-a-dia: uma brutal concentração do varejo em poucas e grandes redes.
Através de fusões e aquisições muito pouco reguladas pelo poder público, elas estão provocando uma quebra de redes menores e varejos isolados, com profundos reflexos na renda e no emprego das pessoas.
Cabe dizer que a tendência não é do mercado brasileiro, e sim internacional, haja vista que o segmento supermercadista brasileiro, por exemplo, é amplamente dominado por três grandes redes, Pão de Açucar (50% de propriedade do grupo francês Casino), Carrefour (França) e Wal-mart (EUA).
Não é possível perceber, nem a longo prazo, uma reversão dessa tendência.
Cresce a concentração de redes no comércio brasileiro
AE - Agencia Estado 10/08/09
SÃO PAULO - A concentração de poder econômico nas grandes redes de comércio varejista brasileiro atingiu em 2008 o nível mais alto desde 2003. A informação é de uma pesquisa inédita da empresa de informações e análises econômico-financeiras Serasa Experian. Numa escala de zero a 1, na qual zero significa igualdade total (todas as lojas têm a mesma participação no mercado), e 1 significa concentração total (apenas um estabelecimento detém todo o mercado), o indicador atingiu 0,931 no ano passado, ante 0,909 em 2007. Em 2003, início da série histórica da pesquisa, o índice era de 0,896.
Para calcular os níveis de concentração, a Serasa Experian usou como base dados de faturamento líquido de 9,8 mil empresas comerciais, que juntas faturaram R$ 268,9 bilhões no ano passado. As explicações para o crescimento da concentração recorde variam de setor para setor. Mas são duas as mais importantes, ressalta o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. A primeira, são os movimentos de fusões e aquisições que acontecem por decisões estratégicas em cada setor. A outra está ligada ao que ele chama de crédito desigual.
A dificuldade dos pequenos e médios varejistas em oferecer crédito em condições similares aos das grandes redes os fez perder mercado nos últimos anos?, explica Rabi. A principal vantagem dos grandes, segundo ele, é a possibilidade de parcelar o preço da venda à vista em até 10 ou 12 meses sem juros, por meio do uso de cartão da própria loja, coisa que os pequenos e médios não conseguem oferecer por falta de fôlego financeiro.
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