
Reportagem correta da Folha de São Paulo de sábado, 22/08 comenta as mudanças na regulação sobre comercialização de medicamentos e outros produtos em farmácias. Foi dada voz a cada lado. produzindo um estudo interessante sobre o assunto.
Leia aqui um trecho:
É drogaria ou supermercado?
Norma que limita itens à venda em farmácias mira consumismo e automedicação; para redes, consumidor também perde
Débora Mismetti
O balcão com o farmacêutico e a parede de remédios ficou mais longe. Hoje, antes de chegar ao medicamento, é preciso atravessar prateleiras de cosméticos, suplementos nutricionais e itens de conveniência.
Resultado: em vez de sair da farmácia com uma caixa de remédio embrulhada em papel cor-de-rosa, a pessoa sai com a sacola de plástico lotada.
A aposentada paulistana Celia Lessa, 59, por exemplo. "Enquanto espero o balconista pegar os remédios, vejo pastilha de gengibre, presilha, xampu. No fim, gasto uma fábula." (...)
Um dos principais atrativos da compra em farmácia é mesmo a conveniência. As drogarias da avenida Paulista têm filas na hora do almoço. O gerente de sistemas Marco Quesada, 32, saiu de uma delas levando barra de proteína, água aromatizada, gel para dores e para massagem. "São coisas essenciais. Quando encontro tudo no mesmo lugar, compro logo."
As grandes redes de farmácia dão atenção especial a esse público, que faz compras justamente no setor da loja que dá mais lucro, o de não-medicamentos. O presidente da Abrafarma (entidade que reúne as grandes cadeias de farmácias no Brasil) diz que a concorrência na venda de remédios é muito grande, então a margem de lucro fica maior em outros produtos. Tanto que, mesmo representando 25% do volume de vendas, os não-medicamentos ocupam 75% do espaço de loja. "Quando os grandes magazines sumiram, os clientes foram para perfumarias, e as drogarias pegaram esse nicho", diz Sérgio Mena Barreto.
Leia a matéria toda aqui.
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