sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os prazeres da mente



Meus alunos acham bastante graça quando digo que determinados textos me provocam autênticos orgasmos mentais. Ora, aqueles que gostam de ler sabem do que estou falando, pois alguns autores conseguem concatenar de tal forma as frases que nos fazem ver toda a nossa pequenez enquanto escritores.

Um desses grandes autores, o repórter e blogueiro Alon Feuerwerker é capaz de produzir análises tão argutas da política que, mesmo quando não concordo com a ideia, sou obrigado a admirar a forma e a capacidade analítica e de elaboração.

No último dia 16/08 ele publicou um post com o título “Administradores da Inércia”, em que ele descreve as dificuldades dos políticos que assumem postos com plataformas mudancistas e precisam enfrentar um gigantesca força de inércia, que quer que tudo continue como está.

Ele analisa as agruras de Barack Obama nos EUA, mas vale para qualquer situação semelhante. Não é um texto de fácil compreensão para os pouco treinados, mas é espetacular.

Veja um trecho:

“Para que tudo continue como está, basta não fazer nada e deixar rolar o Woodstock. Já quem deseja mudar, este precisará reunir a imensa energia social indispensável, num cenário superfragmentado e vocacionado para divergir. Nunca para convergir. (...)

Assim, se bobear, o líder da mudança acaba reduzido ao papel de administrar avanços apenas incrementais, marginais. Conforme o tempo passa, a angústia cresce, pois afinal é preciso “fazer algo”, “deixar uma marca”, enquanto a realidade impõe administrar a inércia, para não ser completamente paralisado por ela. E isso tem um custo. Ainda que não perceba, o meio transforma você enquanto você peleja duramente para deixar sua marquinha nele.


Quer ler todo o texto, e outras pérolas do Alon, clique aqui.

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