
Matéria do jornal francês Le Monde reproduzida no site UOL Mídia Global destaca a crescente importância dos países emergentes no mundo pós crise. Destaque para os chamados BRIC's - Brasil, Rússia, Índia e China.
Só não vê quem não quer...
A recuperação do crescimento mundial depende do Bric
Le Monde
Jean-Pierre Langellier (no Rio de Janeiro)
Marie Jégo (em Moscou)
Julien Bouissou (em Nova Déli)
(...)
É nos grandes países emergentes, o famoso Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) que a esperança recai hoje - a esperança que a fase de recuperação do atraso de seu nível de vida comparado aos países ocidentais continuará, ou até se acelerará. E que seus modelos de crescimento, até hoje muito baseados nas exportações, seja de camisetas ou de matéria-prima, cederão aos poucos o lugar a um novo modo de desenvolvimento, dando destaque à demanda interna.
Balanço das economias do Bric, um ano após a turbulência.
China
Com vendas de veículos em alta de quase 30% nos oito primeiros meses do ano, uma retomada contínua das importações de matéria-prima e uma Bolsa superaquecida, a China não dá a impressão de estar sofrendo com a crise mundial. A taxa de crescimento anual de 8% do PIB, objetivo inicial do governo para 2009, deverá ser atingida, declarou recentemente a Agência Nacional de Estatísticas.(...)
Índia
Apesar da crise mundial que veio à tona há um ano, o crescimento indiano prosseguiu em um ritmo contínuo. Ele atingiu 6,7% no ano fiscal que termina em 31 de março de 2009, e deverá cair para cerca de 6% no exercício seguinte. (...)
Brasil
Ao prever com ironia um ano atrás que "o tsunami" da crise provocaria em seu país uma simples "marola", o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou: a recessão só duraria um semestre.
O produto interno bruto aumentou 1,9% no segundo trimestre de 2009, depois de ter recuado durante dois trimestres consecutivos: -3,4% (outubro-dezembro 2008) e -1% (janeiro-março 2009).
Segundo o ministro da economia, Guido Mantega, o gigante sulamericano deverá recuperar em 2010 sua velocidade média anterior à crise, em torno de +4,5%.
Atingido pela recessão mais tarde que a maioria dos países do mundo, o Brasil também saiu dela antes, como mostram dois outros índices: a Bolsa de São Paulo retomou seu alto nível de um ano atrás e a moeda, o real, recuperou toda sua força frente ao dólar e o euro.
A rápida recuperação do Brasil mostra como foi acertada a estratégia adotada pelo governo, com enfoque sobre o apoio do mercado interno. Reduções de impostos na indústria automobilística e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nesses dois setores industriais cruciais.
O Banco Central ajudou os bancos em dificuldades, retirando de suas gordas reservas - US$ 200 bilhões - para irrigar o mercado que havia secado. Grandes empresas, como a gigante mineradora Vale, ficaram com medo, congelando seus investimentos, o que é criticado pelo presidente Lula hoje. Mas a confiança dos consumidores não foi abalada: "A economia sobreviveu graças aos mais pobres", ressalta Lula.
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