sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tendências na rede - Galerias Virtuais

Enviada por: Patrícia Soares

Em primeiro lugar achei muito interessante o seu blog... gostei!

E segundo , vagando pela internet encontrei um linha interessante de mercado que está surgindo ... as galerias virtuais, de acordo com a reportagem tornam o preço das peças de arte mais acessível e atinge um público muito maior!

Será que essa tendência de lojas virtuais chegará ao ponto de atingir um mercado tão abrangente ao ponto das pessoas não mais se locomoverem? Acho assustador a idéia de isolamento... o melhor da arte é a interação, público/público e público/artista, é o lado humano!!! Bom, é uma idéia a se refletir! Tá aí uma sugestão!

Bom fim de semana!


Comentário: A questão central é a mesma que envolve o ensino a distância, as compras on line, a busca da informação e todo o resto: será que a mudança de hábitos representada pelo acesso aos ambientes virtuais vai melhorar ou piorar a nossa vida?

As gerações novas não têm tal dúvida, pelo acesso ao computador desde a primeira infância. O "problema" está na cabeça nossa, daqueles que precisam se inserir nesse ambiente ao mesmo tempo ameaçador e cheio de oportunidades.

Como sempre, as perguntas são mais importantes do que as respostas.

Abraço e obrigado pela dica, Patrícia!


Galerias virtuais facilitam acesso e popularizam a arte na rede

Edson Lovatto 13/11/2009

Colaboração para o UOL

Obras de arte sempre foram consideradas complexas e inacessíveis demais para a maioria da população. A situação mudou e principalmente as manifestações urbanas - como o grafite e a toy art - já conseguem atrair olhares bem mais receptivos. E esta mudança já se reflete na Internet. Hoje, já há algumas boas opções de galerias virtuais que disponibilizam materiais de qualidade e - o que é melhor - a preços não tão assustadores ao bolso do consumidor.


Trabalhos dos ilustradores Samuel Casal (e), Kako (c) e Leo Gibran (d): criada este ano, a galeria Magenta aposta na variedade de estilos para conquistar o público jovem


O mais recente exemplo e que reforça esta tese é a inauguração da Galeria Motor, no começo do mês, em São Paulo. Primeira galeria virtual no país a contar com uma grande estrutura de e-commerce, o espaço oferece cerca de 170 trabalhos de 80 artistas - entre esculturas, fotografias, gravuras, objetos, pinturas e toy art - a preços convidativos e outros nem tanto - uma lâmpada de Jérôme Florent custa R$ 200, ao passo que uma pintura de Ana Sario não sai por menos de R$ 8 mil. O pagamento pode ser feito em até seis vezes sem juros no cartão. "Trabalhamos com dois grupos de artistas: os consagrados, que fazem obras múltiplas com tiragens que chegam a mil cópias para gravuras e fotografias, e os jovens artistas, que têm oportunidade de divulgar a sua arte", explica Alexandre Roesler, 39, diretor da Motor. "Queremos educar o olhar da população para a arte contemporânea e formar novas gerações de jovens colecionadores e apreciadores".


Já o site Urban Arts é outro caso recente que está dando certo. O projeto começou em maio deste ano e oferece trabalhos de 49 artistas plásticos, ilustradores e designers de todo o país, como Minas Gerais, Santa Catarina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo. Há produtos de, em média, R$ 50 (pôsteres enrolados) até os canvas montados (artes impressas em tecido) por R$ 1.500. "O que mais vende são os pôsteres com temática pop, como os que fazem referência a bandas de música, tendências de moda, filmes e arte retrô. Já chegamos a vender cerca de cem pôsteres em um mês", comemora a artista e curadora Luciana Abrão, 24. "Nosso público é o jovem empresário que quer decorar seu apartamento, sua casa na praia. Pessoas que querem ter acesso a artes descoladas, modernas e com preço acessível."

Outra galeria virtual inaugurada em 2009 é a Magenta, que surgiu após o desejo de um grupo de amigos ilustradores de divulgarem seus trabalhos mais "autorais". "A ideia é que os artistas produzam sem briefing (roteiro do trabalho). São artes que nascem da disposição, da vontade e inspiração. É o que os artistas fazem nas horas vagas e não refletem o ponto de vista dos clientes rotineiros", explica Fernanda Guedes, 44, administradora do site.

Depois de um período de testes para monitorar eventuais falhas e instabilidades na página, com a exposição de artes de somente dois profissionais, a página hoje conta com um time de oito ilustradores fixos. Apesar do bom momento, a galeria tem pretensões assumidamente modestas. "Não queremos ser grandes. Chego a recusar o pedido de ingresso de dois artistas por dia. Até o fim deste ano, devemos ter dez artistas e é bem possível que esse também seja o número para o próximo ano, a não ser que apareça alguém muito bom e diferente", adianta Fernanda. Na Magenta, uma cópia digital de Zé Otávio sai por R$ 27. Na outra ponta da tabela, um original de Carlo Giovani sai por R$ 5.700.



Artes de Elisa Sassi (e) e Luciana Abrão são comercializados na galeria Urban Arts, que se volta para a divulgação de trabalhos com temática pop

Para ler o restante, clique aqui.

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